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Fundadores

A génese do Grupo Marques deve tudo ao inconformismo, à ambição e ao irredutível espírito empreendedor de dois jovens. Primitivo Marques e Maria Manuela Marques, jovem casal radicado na área de Lisboa, em início de carreiras e com a família acabada de aumentar, chegam aos Açores trazidos pelos mesmos acasos fortuitos que marcaram os destinos de tantos outros jovens durante incontáveis gerações.

Ele, engenheiro civil de formação e carreira, vem desempenhar funções de responsabilidade numa obra que ainda hoje marca a linha do horizonte da zona costeira de Ponta Delgada. Chegam numa época de grandes transformações e desafios, marcada pela instauração ainda próxima de um poder político regional autónomo e pela esperança posta pelo Povo das Ilhas no novo ciclo de desenvolvimento social e económico.

O Desejo de Vencer, lema que ainda hoje resume a identidade mais profunda do Grupo Marques, nasce da inquietação deste casal e da sua vontade de deixar uma marca pessoal no tempo e lugar que vivem. Abraçam sem reservas a nova identidade açoriana, trocam o conforto e a segurança de uma situação estável pelo prazer de criar algo novo, não consentem que o risco de insucesso abafe a ambição de realizar, escolhem ser protagonistas e não meros espetadores: e assim nasce uma pequena e irreverente empresa de construção, a Marques, Lda, hoje Marques, SA, que se afirma como uma das empresas de referência do seu setor na Região e que vai estar na génese de um dos mais importantes grupos empresariais privados dos Açores – o Grupo Marques.

O rápido sucesso da Marques, Lda apenas contribui para alimentar a ambição e impaciência dos seus fundadores, estimulando-os para novas iniciativas que permitam consolidar os alicerces da obra que sonharam. Revelando uma notável visão estratégica, antecipam corretamente a direção em que evolui o mercado da construção e a natureza dos desafios competitivos que estão para vir, dando início a uma inteligente política de integração vertical, que conduz a investimentos inovadores em setores industriais complementares: indústria extrativa (pedreiras para extração de pedra para britagem e rochas ornamentais), produção de betões e massas asfálticas, estruturas e montagens metálicas, mecânica geral, carpintarias.

Ao contrário de outras experiências malsucedidas, o espírito inconformista e empreendedor que faz parte do código genético do Grupo não travou, antes exigiu, o desenvolvimento de competências e recursos de gestão que assegurassem o desenvolvimento dos negócios num quadro marcado pelo rigor e a responsabilidade.

De um modo autónomo, sem poder beneficiar da experiência e sinergias com um qualquer grupo económico exterior do qual fosse uma espécie de delegação local, o Grupo Marques destacou-se também pelo seu exemplo pioneiro na adoção de estruturas societárias e organizativas ajustadas à natureza diversificada das suas atividades, pela constituição de equipas técnicas e de gestão profissionalizadas, pela conquista das mais exigentes certificações de qualidade, e pela introdução de sistemas de informação, planeamento e controlo que, à época, não tinham paralelo no contexto regional.

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O negócio da promoção imobiliária esteve sempre presente nos planos dos acionistas fundadores, e foi ainda na década de oitenta do século passado que foram realizados os primeiros empreendimentos habitacionais, o complexo de residências unifamiliares SICA (32) e o Edifício Pópulo (64 fogos), em Ponta Delgada. Com a viragem do milénio, o Grupo Marques afirmou-se como um dos maiores promotores imobiliários da Região, em particular no segmento residencial. A paisagem urbana de diversas cidades dos Açores está indelevelmente marcada por empreendimentos desenvolvidos pelas empresas imobiliárias do Grupo, merecendo destaque, pela sua natureza emblemática, a urbanização Oceanus, em Ponta Delgada, que ao longo das suas várias fases (uma ainda por concretizar) deu origem a um notável conjunto residencial com um total de (573 fogos ) distribuídos por uma área total de implantação de 13.562 m2.

A necessidade de incorporar no portfolio de negócios do Grupo Marques outras atividades, alheias ao setor da construção e imobiliário, fez sempre parte das prioridades estratégicas da sua liderança. Finalmente, em 2007, esta meta foi alcançada com a aquisição do grupo de distribuição Caetano & Mont’Alverne, o qual, para além de outros negócios de menor relevo, detinha a rede de lojas alimentares SOL*MAR e uma unidade de cash & carry, esta atualmente a operar sob a insígnia RECHEIO.

A configuração atual do Grupo Marques completou-se em 2009, com a aquisição da Clínica de S. Sebastião, aprofundando-se assim a estratégia de diversificação da carteira de ativos que vinha sendo seguida desde há bastante tempo.

Decorridas quase quatro décadas desde que deram os primeiros passos da sua aventura empresarial, os Fundadores Primitivo Marques e Manuela Marques mantêm-se ativos na condução dos negócios, reforçados pelos Filhos, alguns dos quais optaram por desenvolver as suas carreiras profissionais no seio do Grupo.

Acompanhados por diversas equipas especializadas de gestão, que coordenam mais de 1.000 colaboradores em todas as empresas do Grupo, têm sob a sua responsabilidade 115 milhões de euros de ativos de investimento, que geram um volume de negócios de 102 milhões. O Desejo de Vencer inspira quotidianamente a ação de todos eles.

É este o legado dos Fundadores.